Ignorar a capacidade de carga cognitiva dos times compromete a competitividade

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Há um limite de quanta informação uma pessoa consegue manter em sua memória de trabalho em um determinado momento. Esse limite também existe para times, considerando a soma das capacidades individuais. Infelizmente, a capacidade de carga cognitiva, tanto para times quanto para indivíduos, é extremamente difícil de quantificar. Entretanto, ignorar esse “limite” pode ter efeitos determinantes para a performance.

Carga Cognitiva

Esforço cognitivo ou carga cognitiva se refere ao nível de utilização dos diversos recursos psicológicos, tais como memóriasatençãopercepção, representação de conhecimento, raciocínio e criatividade na resolução de problemas.

Enquanto a resolução de um problema sem nenhuma experiência prévia é considerado como muito desgastante, a resolução de um problema ao qual já foi desenvolvido um padrão de respostas usuais (esquema) envolve apenas um mínimo de esforço cognitivo que facilmente passa despercebido pelo sujeito cotidianamente.

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Sempre que a capacidade cognitiva de um time ou de um indivíduo é ignorada, geralmente pela atribuição de mais responsabilidades do que o suportado, ocorre o comprometimento das condições de atuação e de entrega. Muitas responsabilidades, excedendo a capacidade de carga cognitiva, aumentam os “tempos de setup necessários para as trocas de contexto, impactando negativamente qualquer indicador de performance.

Não raro times e profissionais que “entregam mais” acabam condenados a ineficiências, por acabarem sendo a “bola de segurança” de estruturas de gestão ingênuas.

Há um limite de componentes e serviços que times conseguem manter. Entretanto, em organizações modernas, é comum que o número de atribuições cresça de maneira acelerada ao longo do tempo. Times que ultrapassam seus limites de carga cognitiva são gargalos nas estruturas organizacionais, provocando atrasos, problemas de qualidade e, frequentemente, aumento no turn over.

A ansiedade para adoção de novas tecnologias, característica da síndrome FoMO, é elemento ofensor para o esforço cognitivo.

FoMO

Síndrome de FOMO (do inglês fear of missing out, “o medo de perder algo” ou “o medo de ficar de fora”) é a patologia psicológica que se produz pelo medo a ficar fora do mundo tecnológico ou a não se desenvolver ao mesmo ritmo que a tecnologia.

Quase dois terços do total de usuários das redes sociais no mundo padecem de FOMO. O vício de se manter atualizado nas redes sociais é proporcional ao medo que se sente ao não poder o fazer em tempo real. Segundo uma pesquisa, os homens são mais propensos a desenvolver a dita síndrome em comparação com as mulheres.

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A mitigação do problema do limite da carga cognitiva acontece pelo projeto criterioso da estrutura organizacional. Além disso, pelo treinamento e aprimoramento constante, afinal, quanto maior a familiaridade com o trabalho, menor será o esforço cognitivo para realização das tarefas.

Organizações que não observam e consideram a capacidade de carga cognitiva de seus times acabam experimentando dificuldades pela falta de capacidade de responder rapidamente a mudança, comprometendo, no logo prazo, a competitividade.

Em Resumo
  • O fato

    Há um limite de quanta informação uma pessoa consegue manter em sua memória de trabalho em um determinado momento. Esse limite também existe para times, considerando a soma das capacidades individuais. Sempre que esse limite é ignorado, geralmente pela atribuição de mais responsabilidades do que o suportado, ocorre o comprometimento das condições de atuação e de entrega.
  • O insight

    A mitigação do problema do limite da carga cognitiva acontece pelo projeto criterioso da estrutura organizacional. Além disso, pelo treinamento e aprimoramento constante, afinal, quanto maior a familiaridade com o trabalho, menor será o esforço cognitivo para realização das tarefas.

Elemar Júnior

Microsoft Regional Director e Microsoft MVP. Atua, há mais de duas décadas, desenvolvendo software e negócios digitais de classe mundial. Teve o privilégio de ajudar a mudar a forma como o Brasil vende, projeta e produz móveis através de software. Hoje, seus interesses técnicos são arquiteturas escaláveis. bancos de dados e ferramentas de integração. Além disso, é fascinado por estratégia e organizações exponenciais.

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