Estratégia

Aqui, apresentamos uma consolidação do nosso entendimento sobre “estratégia”.

Essa publicação é um “documento vivo” que continuará recebendo atualizações ao longo do tempo.

O que é Estratégia?

Estratégia é a ponte que conecta os “meios” aos “fins”. No dia a dia, ela fica expressa pelo padrão coerente, adotado na organização, para as tomadas de decisão. É esse “padrão coerente” que determina, em última análise, o que deve e, principalmente, o que não deve ser feito.

Por definição, a estratégia é precedida pela clareza de quais são os “fins” almejados. Ou seja, uma visão clara de onde se quer chegar ou, pelo menos, uma direção bem determinada. Também é importante ter ciência de quais são os “meios” (recursos) a disposição.

Reconhecendo os “meios” disponíveis na organização, a estratégia lida com as restrições de forma que elas não impossibilitem o atingimento das metas.

Relação com a Mudança

A estratégia sempre está relacionada com a mudança, sobretudo para o o atingimento de uma visão. Projetos estratégicos reduzem o atrito e aceleram a implantação das ações necessárias para que a visão do negócio se concretize.

Relação com a Competição

Estratégia é sempre sobre competição. A competição, em ambiente corporativo, é sempre sobre o lucro ou sobre a incerteza.

Em empresas consolidadas, o fundamento para o lucro é a busca sistematizada pela produtividade. Ou seja, pela capacidade de melhorar o desempenho sem aumentar o empenho. É fundamental que todos os envolvidos na estratégia da organização conheçam sua performance financeira para analisar os impactos obtidos em cada ação.

Em negócios novos, ainda sem modelo definido, o “inimigo” é a incerteza. Empresas novas sobrevivem e prosperam na medida em que são mais efetivas na eliminação de incertezas que a concorrência.

Seja em negócios consolidados ou em startups, criar a capacidade de entender e estabelecer metas de forma balanceada, com ênfase além do financeiro, é fundamental.

Relação com a Transformação Digital

Transformação digital, em termos práticos, trata da transformação de negócios através de recursos digitais. Nesse contexto, a tecnologia é competência core nas organizações. É imperativo estratégico reconhecer essa realidade e promover os ajustes que forem necessários.

Fórmulas antigas de posicionamento já não se aplicam e alternativas competitivas vão muito além dos conceitos clássicos das cadeias de suprimento. Nunca se soube tanto sobre os clientes e se teve tanta oportunidade de criar ofertas singulares.

Relação com a Complexidade

Negócios bem sucedidos se tornam, ao longo do tempo, mais e mais complexos e, em decorrência disso, potencialmente menos eficientes.

É papel da estratégia realizar as mudanças necessárias para restaurar a simplicidade, reduzindo dimensionalidades (enxugando a estrutura, concentrando desenvolvimento de produtos no que gera mais valor percebido, etc), eliminando interdependências (balanceando alinhamento e autonomia), aumentando a resiliência ao ambiente externo e fazendo os acordos necessários para garantir a “reversibilidade” das decisões.

Relação com Processos e Cultura Organizacional

Para que a estratégia seja efetiva, precisa estar em conformidade com a cultura da organização. Se esse alinhamento não existir, a estratégia não será executada.

É sabido que a cultura norteia a execução muito mais que os processos. Isso explica porque nem sempre o “combinado” não é o “realizado”.

Relação com a Gestão e a Liderança

Aos líderes da organização cabe a responsabilidade de trabalhar, junto com os times, para a superação de metas alinhadas com a estratégia. É a liderança que impulsiona a transformação do planejamento em execução empenhando foco, energia e entusiasmo.

Aos gestores da organização é atribuída a observação a estratégia para o estabelecimento dos métodos, na condução das atividades e na busca por pessoas que estejam alinhadas com o propósito da organização explicitado na estratégia.

Relação com a Arquitetura Corporativa

Efetivamente, a estratégia, para ser aplicada, irá demandar modificações orquestradas nos processos de trabalho, no software utilizado, na produção e exploração dos dados e no dimensionamento/alocação da infraestrutura. Dependendo da complexidade da organização, essas modificações tem riscos mitigados pela adoção de práticas de arquitetura corporativa.

Em Resumo
  • O conceito

    Estratégia é a ponte que conecta os "meios" aos "fins". No dia a dia, ela fica expressa pelo padrão coerente, adotado na organização, para as tomadas de decisão. A falta desse "padrão coerente" indica fracasso na implantação da estratégia.
  • Os impactos

    A estratégia ajuda a empresa a se manter competitiva. Além disso, é fundamental para implantar mudanças em ritmo suficientemente acelerado. Ela torna possível conceber transformação digital, combater a complexidade/custos e desenvolver boa gestão e liderança.
  • Os desafios

    Embora seja comum dar muita ênfase ao planejamento, é na execução estratégica que os resultados são obtidos. Para que isso ocorra, é necessário garantir alinhamento e autonomia através de práticas como a Arquitetura Corporativa. Além disso, é importante que se esteja atento a aspectos culturais que podem fazer com que a estratégia acabe "engolida" pela rotina.

Elemar Júnior

Microsoft Regional Director e Microsoft MVP. Atua, há mais de duas décadas, desenvolvendo software e negócios digitais de classe mundial. Teve o privilégio de ajudar a mudar a forma como o Brasil vende, projeta e produz móveis através de software. Hoje, seus interesses técnicos são arquiteturas escaláveis. bancos de dados e ferramentas de integração. Além disso, é fascinado por estratégia e organizações exponenciais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *