Squads

De tempos em tempos, uma ideia ou conceito se destaca no mercado concentrando discussões. É o caso, por exemplo, das Squads.

Nesta publicação, apresentamos nosso entendimento sobre o conceito, junto com nossas recomendações e ressalvas. Trata-se de um documento vivo que será atualizado na medida que conseguirmos aprimorar nosso posicionamento ou achar formas melhores de apresentar nossas ideias.

O que são Squads?

Há um hábito infeliz no mercado de dissociar termos de seu real significado. Nem todo time de trabalho é uma Squad. Nem toda “força-tarefa” é um Squad.

O termo Squad foi adotado primeiro no Spotify. Foi uma alternativa para o conceito de “Scrum Team”, mais aderentem já que, naquela época, o Spotify, que adotava Scrum, resolveu tornar boa parte das práticas dessa metodologia opcionais.

Autonomia e Alinhamento

A formação de Squads, da forma como é recomendada pelo Spotify, parece ser uma boa estratégia para promover autonomia com “custo de alinhamento” mais baixo. Isso é essencial para que uma organização possa produzir mais –  de forma mais eficiente – e de forma assertiva – mais eficaz.

Os Squads são organizados para produzir, entregar e manter soluções de forma independente. Por isso, são compostos por competências multidisciplinares. Em consequência disso, reduzem a necessidade de documentação resultante da falta de confiança.

Squads e microsserviços

Seguindo a lei de Conway, que diz que “qualquer empresa que projeta um sistema, inevitavelmente, produz um projeto cuja a estrutura é uma cópia da estrutura de comunicação da organização”, a formação de tipos “com baixo acoplamento”, como os Squads, conduz a produção de sistemas com baixo acoplamento, como microsserviços.

Se times monolíticos não produzem microsserviços, então a cultura de engenharia do Spotify pode ajudar. Por outro lado, entretanto, é importante observar que a lei de Conway também tem aplicação “inversa” – ou seja, empresas com entregas monolíticas não se adaptam a Squads.

Adotar ou não

Embora nossa recomendação, de forma ampla, seja favorável a adoção de Squads, é importante não ignorar os pontos de atenção que indicamos nessa Bliki.

Se uma empresa mantem um sistema monolítico, será impossível operar, em plenitude, com o conceito de Squads. Entretanto, o processo de formação dos Squads (ou qualquer outra estrutura de organização menos acoplada) é um bom primeiro passo para fazer software melhor.

O importante, defendemos, é que a “adoção” do conceito seja para resolver uma necessidade e não uma demanda da vaidade.

É mais que hora de pararmos de batizar ensaios bem intencionados, porém incompletos, com nomes de práticas consagradas.

1 comentário
  1. Vanderlei

    Em uma instituição que já tem um sistema monolíto e gostaria de começar a caminhar para o conceito de microserviços qual seria o melhor caminho: Primeiro separar as equipes (squads) ou primeiro decompor o sistema?

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